Etiqueta: dor crônica

A dor crônica e uma palavra de esperança

A dor crônica e uma palavra de esperança

O meu mentor na época em que fiz doutorado na Cornell University, era uma pessoa muito especial. Paraplégico, um livro da sua autoria tinha sido um best seller em países de língua inglesa – coisa rara vindo de um candidato ao Prêmio Nobel, que ele fora, um par de anos antes de conhecë-lo. Convidado constantemente a ditar conferências para universidades e corporações, W. F. Whyte aceitava ir a poucas. E sempre que eu lhe perguntava como tinha sido, ele respondia: “Who knows?”. (Algo assim como “Sei lá?”). Muito tímido, ele detestava se expor à avaliação de terceiros. Demorei, mas acabei entendendo isso. Durante décadas eu também tive que mostrar o resultado do meu trabalho a diferentes audiências e, embora sobrevivi, hoje confesso que, vira e mexe, não gostei. A razão? Uma só. A apreciação da plateia, expressa do jeito que for, nunca está à altura do valor que você dá a seu trabalho. Seja por narcisismo (obviamente), ou porque apenas você sabe o tanto de estudo, tempo e sacrifício pessoal (e familiar) que o preparo de uma palestra decente consome, o fato é que depois raramente se sente que tudo isso valeu a pena. Mas há exceções e eu quero compartilhar uma delas, muito recente, com você. A protagonista compareceu a um evento criado por mim para ajudar profissionais da saúde a educar pacientes com dor crônica a conter essa difícil condição de saúde. Eis o que ela relatou sobre a sua experiência.

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Dor Crônica: a jornada para o alívio

Dor Crônica: a jornada para o alívio

O calvário que um paciente portador de dor crônica tipicamente enfrenta é conhecido. Numerosas consultas médicas, diferentes analgésicos e drogas, terapias das quais antes ele nunca ouviu falar e enquanto a fila anda, muita incerteza e desamparo. Chega a surpreender, ou até espantar, que tanto os pacientes como seus cuidadores, pouco ou nada façam por mudar essa jornada, não importa quanto ela dure. Esta postagem descreve uma opção inédita: A JORNADA PARA O ALÍVIO. É muito concreta, capaz de mudar essa ordem de coisas. Uma ferramenta criada para o paciente e os profissionais da saúde que os tratam, traçarem juntos um caminho de recuperação, ao invés de tacitamente aceitar que essa possibilidade não existe.

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O gerenciamento de condições de dor crônica sobrepostas

O gerenciamento de condições de dor crônica sobrepostas

Acima dos 60 anos ou algo parecido, quem tem uma doença crônica, provavelmente tem duas, ou três doenças do tipo. Ou convive com uma dor crônica longeva, que já pode ser considerada uma doença em si mesma. Obviamente, isso condiciona toda a situação de saúde do paciente. No entanto, a eventual existência de um “combo” crônico em adultos parece ter pouca importância do ponto de vista clínico. O ortopedista que trata de uma dor nas costas, por exemplo, raramente atenta para o estresse ou a depressão como mediadores da mesma. E vice-versa, se o consultado for um psiquiatra que nada sabe de ossos e músculos. Coisas da especialização médica, eu suponho. O presente artigo mostra como isso se dá nos Estados Unidos, mas apenas porque os americanos têm boas estatísticas a respeito e o Brasil não. Receio que a situação por aqui, se não for a mesma, não é melhor.

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Orientação

Sobre a sua dor. Uma opinião.

Todo dia o blog recebe mensagens de pessoas acometidas de alguma dor, sem saber o que fazer. Ou a que aspirar. A maioria, eu suspeito, intui que se a dor for antiga, dificilmente haverá solução para ela. Desejam, sim, expor a sua situação e ser ouvidos. Por isso, eu sempre dou retorno. E é um inferno porque eu apenas posso opinar, e uma opinião é bem menos interessante que uma prescrição de Tylenol ou Prozac. No intuito de oferecer alguma orientação doméstica – e absolutamente nada médica, esclareço – tracei algumas mal traçadas baseado na minha própria experiência enquanto paciente crônico. O relatado em alguma medida me permitiu controlar a dor, que não era maligna (isso também conta). Não apresento isso como fórmula a seguir, e sim, como prova de que em geral: 1) uma dor crônica (desde que não maligna, ou pós-operatória), pode ser aliviada e controlada por qualquer bípede sem formação na área da saúde; 2) sempre que enfrentada ativamente (você assume o seu tratamento e os profissionais da saúde ajudam, não comandam) e com base num plano multimodal (integrando todas as correções a fazer na maneira de viver).

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Tudo que você queria saber sobre fibromialgia e tinha medo de perguntar

Tudo que você queria saber sobre fibromialgia e tinha medo de perguntar

A fibromialgia é a bola da vez na medicina que cuida de dores crônicas inexplicáveis – ou não específicas, ou como quiser chamar o que provoca sofrimento sem causa aparente. Dentre todos as doenças que apresentam essa característica, essa síndrome/doença crônica é hoje a mais prevalente, no Brasil e em muitos outros países. Esse post apresenta um ebook inédito que destrincha o tema de cabo a rabo, feito para os já diagnosticados com fibromialgia e também para os que pensam vir a sê-lo.

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Fibromialgia

A ciência diz que a fibromialgia é uma dor crônica: e daí?

Até pouco tempo a fibromialgia era reconhecida pela medicina, quando muito, como um sintoma. E quando menos, e com maior frequência, como um devaneio de pacientes ansiosos ou imaginosos. Não mais. Este post mostra, todavia, que esse reconhecimento, por demais baseado em ciência, não fez e ainda não faz diferença em como a fibromialgia – uma dor generalizada crônica que afeta a 10 milhões de brasileiros – continua sendo tratada na frente clínica. Ou seja, com pouco caso, algum desconforto e certa ignorância.

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O que eu aprendi sobre dor crônica jogando rúgbi

O que eu aprendi sobre dor crônica jogando rúgbi

Por esses dias, o Campeonato Mundial de Rúgbi acontece na França. Para os rugbistas em geral, o evento é um “must” absoluto. Para os mais rodados, como eu, não deixa de ter também um sabor nostálgico, remontando aos anos em que o rúgbi era um esporte para poucos, muito poucos, e 100% amateur. Hoje o rúgbi é “big business”, embora ainda seja quase desconhecido no Brasil. Enfim, eu quis comemorar a data postando um episódio da minha vida de rugbista que pode ter enorme valor pedagógico para você se, como eu suponho, sofre com uma ou mais dores e/ou doenças crônicas. Porque na minha modesta opinião, após 5 anos conduzindo este blog dedicado a pacientes com essa condição, o que mais eles precisam, e infelizmente, o que mais a eles falta, é o que esse episódio traz à tona. Continue lendo e saberá o que é isso. Mais dia, menos dia, pode apostar, irá lhe fazer falta.

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Síndrome do intestino irritável

Síndrome do intestino irritável: a dor crônica que muitos têm e da qual poucos querem falar

Geralmente, quando pensamos em dores crônicas nos esquecemos das dores crônicas viscerais – e como elas são prevalentes. A denominada Síndrome do Intestino Irritável (ou SII), por exemplo, é uma doença crônica que afeta nada menos que 11% da população mundial. Este post visa informar sobre ela. A propósito, o seu intestino anda funcionando bem nos últimos tempos? Opa! desculpe, não precisa responder.

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Você tem fibromialgia? E será que tem mesmo?

Você tem fibromialgia? E será que tem mesmo?

Atualmente há evidências claras, colhidas e divulgadas por cientistas de ponta, de que a maioria dos casos clínicos de fibromialgia nos EUA não atinge os níveis de gravidade considerados diagnósticos. (Leia-se, os critérios diagnósticos clínicos não permitem diagnosticar com precisão.) Em vez disso, uma pessoa portar fibromialgia depende mais da sua persona psicossocial, do que dos sintomas biológicos que ela apresenta. Isso, claro, no Grande País do Norte. E por que no Brasil seria diferente?

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A dor crônica aumenta as chances de demência?

A dor crônica aumenta as chances de demência?

A dor crônica e certas condições de dor crônica podem aumentar o risco de declínio cognitivo acelerado, nova apresentação de comprometimento cognitivo (CI) e incidentes associados a Doença de Alzheimer e Demências Relacionadas (AD/ADRD). No entanto, a pesquisa permanece escassa e a interpretação dos achados existentes é dificultada pelas limitações metodológicas e outras que caracterizam a maioria dos estudos. A relação da dor crônica e das condições de dor crônica com formas específicas de demência também permanece incerta. O artigo a seguir resume exclusivamente a discussão dos destaques da revisão.

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Os 21 mitos da fibromialgia

Os 21 mitos da fibromialgia

Para melhorar ainda mais a qualidade de vida das pessoas que vivem com fibromialgia, precisamos entender se e como sua dor é afetada, por exemplo, por seus pensamentos e sentimentos sobre a dor. A pesquisa atual sobre fibromialgia se concentra nos “portadores da síndrome”, estimados em 5% da população brasileira. Essa estimativa, porém, é baseada em relatos pessoais dos pesquisados, não em diagnósticos clínicos acurados e definitivos. Assim sendo, boa parte deles pode viver enganada, e ser mentalmente agredida todo dia pela perspectiva de estar com fibromialgia, embora isso não seja verdade. Nesses casos, que eu reputo numerosos, os sintomas que se imaginam ser da fibromialgia – dor persistente e recorrente, sono ruim, fadiga, decognição etc. – são exacerbados desnecessariamente, sabotando uma eventual recuperação. O que impulsiona esse estado de coisas? Desinformação generalizada, basicamente, que ao longo das últimas 3 décadas tem engordado uma mitologia em torno da fibromialgia, tornando-a gratuitamente mais perversa do que ela já é. A minha intenção é demolir alguns dos principais pilares em que ela se sustenta.

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Um futuro sem dor crônica

Um futuro sem dor crônica

O artigo publicado pelo Dr. David Borsook, diretor do Pain and Imaging Neuroscience Group do Children’s Hospital Boston, EUA, mira na situação atual da pesquisa sobre dor nos Estados Unidos. Contudo, a sua leitura, muito amena, por sinal, deveria interessar a cientistas, médicos e pacientes no Brasil. Por vários motivos. O artigo critica o atraso da medicina científica e clínica no tratamento efetivo da dor, atribuindo-o em parte ao domínio da pesquisa da dor, pelas indústrias farmacêutica e de biotecnologia. Mas o Dr. Borsook é um otimista e faz uma excelente exposição muito bem documentada, dos campos de pesquisa em dor que hoje apresentam resultados promissores, destacando especialmente os avanços nas maneiras pelas quais a dor crônica altera o cérebro, e o quanto eles podem levar para melhores abordagens de tratamento. Por fim, o Dr. Borsook recomenda medidas para facilitar esses novos tratamentos, incluindo o estabelecimento de centros integrados de neurociência clínica preenchendo a lacuna entre a bancada e a beira do leito. Medidas que, infelizmente, estão longe de ser implementadas devido a orçamentos reduzidos, interesses corporativos, e indiferença das autoridades sanitárias. Da leitura desse artigo, aliás, é claro que, apesar dos avanços científicos no campo da dor, o problema que a dor representa para a sociedade continua subavaliado e mal resolvido, tanto nos EUA quanto no Brasil.

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Toda semana este blog publica dois artigos de cientistas e dois posts inéditos da nossa autoria sobre a dor e seu gerenciamento.
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