Dor crônica

16 dicas para lidar com um surto de fibromialgia

16 dicas para lidar com um surto de fibromialgia

As coisas estão indo muito bem, considerando que você tem fibromialgia. Então, do nada, de repente acontece – o temido surto de dor. E você se pergunta, o que pode ter causado isso? Exagerou no exercício, ou a insônia está cobrando seu preço? Ou foi algo que você bebeu ou comeu? O seu filho tornou a decepcioná-lo(a)? Ou, enfim, aconteceu sem motivo algum. Quando ocorre um surto, geralmente tudo o que você sabe é que o botão da dor aumentou para dez: de repente, a fibromialgia está governando seu mundo. Esse post dá ideias sobre como evitar isso.

“Ninguém pensa em ter um plano, até o momento em que é derrubado”.

– Joe Lewis

Um surto de fibromialgia é um aumento temporário no número e/ou intensidade dos sintomas. O agravamento da dor, que ataca intensamente ossos e músculos, e da fadiga, são os dois primeiros sintomas observados. Sono insatisfatório, aumento da disfunção cognitiva e distúrbios digestivos também costumam ocorrer.

Os surtos de dor podem acontecer sem aviso e são mais prováveis se o paciente estiver estressado ou sob muita pressão.

Seja qual for a causa subjacente de um surto desses, convém estar preparado(a). As técnicas de enfrentamento a seguir não fazem a dor desaparecer, mas facilitam o seu controle.

Veja a seguir a lista completa das dicas:

  • Evite Provocar o Surto
  • Monte a sua Defesa
  • Preparo Mental
  • Preparo da Entidade Mente-Corpo
  • Busca de Apoio de Outros

EVITE PROVOCAR O SURTO DE FIBROMIALGIA

Antecipe-se

A segunda melhor recomendação para quando ocorre um surto de fibromialgia, é estar preparado para enfrentá-lo sem sofrer demais. A primeira é evitar que ele aconteça. A maioria dos portadores de fibromialgia, porém, adotam uma postura fatalista com relação aos seus surtos, sem se aperceber que agir para manter a dor sob controle no dia-a-dia reduz as chances de um surto acontecer de repente. Eliminar totalmente essa possibilidade é impossível, mas vale a pena se aproximar disso. Agir para manter os sintomas da fibromialgia sob controle envolve, porém, um elenco de medidas diferente do necessário para lidar com um surto.

Não exagere nos dias bons

Um surto provavelmente é uma mensagem de que você tem exigido demais do seu corpo. Muitas pessoas com fibromialgia tendem a exagerar na atividade quando estão se sentindo bem. Aprender a controlar o seu próprio ritmo pode ajudar a sair do ciclo vicioso de “fazer muito enquanto você está OK” e, pagar por isso dias depois, via surto.

Isso vale também para quando o surto se esvair. Não tente “recuperar” o tempo já perdido na crise assim que se sentir sem dor e sem fadiga. Testar limites pode desencadear uma nova emergência. Não force. Mesmo se você estiver se sentindo bem e com muita energia, seus músculos ainda estão suscetíveis a dores. A sua mente, também. Portanto, não encare uma longa lista de tarefas pendentes. Em vez disso, estabeleça uma única meta viável relativa a algo que você não conseguiu fazer quando estava em crise.

MONTE A SUA DEFESA PARA ENFRENTAR O SURTO DE FIBROMIALGIA

Estude o seu surto

Um surto de fibromialgia é um aumento temporário na intensidade ou no número de sintomas associados à fibromialgia. Eis a definição genérica. Mas cada caso é um caso, o ataque e a capacidade de resposta variam de um para outro. Se você for diagnosticado(a) com fibromialgia, ou suspeitar ser portador dessa doença, e já passou pela experiência do surto, convém responder “personalizadamente” as 3 perguntas seguintes:

Quais sintomas advertem que o surto está a caminho ou já chegando?

Normalmente, o aumento da dor e o agravamento da fadiga caracterizam um surto de fibromialgia. Sintomas adicionais: sono insatisfatório, dificuldade para pensar (disfunção cognitiva), dificuldade digestiva (como refluxo ácido), extremidades inchadas e dormência e formigamento.

Quais são os pontos-gatilho mais relevantes?

Os gatilhos da fibromialgia variam de pessoa para pessoa. Manter um registro de atividades, refeições, horários e duração do sono e sintomas de fibromialgia pode ajudar a identificar os seus gatilhos e, em seguida, tentar reduzir a exposição a eles. Infelizmente, os surtos de fibromialgia muitas vezes são repentinos, surgem do nada e sua prevenção, portanto, é incerta.

Pontos-gatilho potenciais são:

  • Alteração hormonal: A dor musculoesquelética é sensível a alterações hormonais no corpo. Isso em parte explica que as mulheres sejam mais propensas a surtos de fibromialgia do que os homens.
  • Cirurgia: uma operação de certa complexidade estressa músculos, estruturas ósseas circundantes e estado mental.
  • Mudança climática: de temperatura ou pressão atmosférica.
  • Mudança de temperatura ambiente: frio ou calor excessivo, se repentino.
  • Aumento do estresse físico: rotina de exercícios irregulares ou não supervisionada pode degradar sua condição muscular e óssea. Essa atividade desempenha um papel igual no desencadeamento de um surto de fibromialgia.
  • Estresse mental repentino: se o seu sistema nervoso central está sobrecarregado sob um estresse imenso, esteja pronto(a) para experimentar um surto de sua condição de fibromialgia.
  • Sono Diminuído: A falta de sono é resultado de estresse mental constante e pode ser um aspecto desencadeador do surto de fibromialgia.
  • Viagem: Você pode enfrentar certas restrições durante as viagens em termos de dieta, exercícios, medicamentos, postura etc., que podem fazer com que você tenha um surto de fibromialgia.
  • Acidente/Lesão: A dor ou lesão acidental pode resultar em um surto de fibromialgia.
  • Infecção: Se qualquer corte, cirurgia ou arranhão anterior ou recente se transformar em infecção, pode agravar a fibromialgia em um estágio de crise.
  • Troca de tratamento, especialmente na fase inicial.
  • Mudanças na rotina de um tratamento estabelecido (ex.: horários e volumes de exercício, medicação, alimentação, repouso…).
  • Nutrição. Acredita-se que certos alimentos (ex.: produtos industrializados) e deficiência vitamínicas (ex.: ferro) estão associados a surtos de fibromialgia.

Quanto tempo o surto costuma demorar?

Esses ataques de fibromialgia podem durar de alguns dias a várias semanas ou até meses, se você não souber como lidar com eles.

Surfe o surto

Por natureza, queremos seguir em frente e lutar, especialmente quando estamos trabalhando.

Um surto de fibromialgia, no entanto, é a maneira de seu corpo dizer que não está conseguindo lidar com a situação. Se você tentar continuar vivendo “normalmente”, a crise piorará e pode durar meses. Pior ainda, os surtos ocorrerão com mais frequência e seu corpo chegará a um ponto em que estará em uma erupção constante. Eventualmente, isso levará ao colapso. Pare e descanse. Dê ao seu corpo o tempo de que precisa para se recuperar.

A única maneira de surfar o surto é não fazer nada, exceto ler, comer e dormir, junto com caminhadas curtas e suaves – pelo tempo que for necessário. Esta é uma batalha que você não pode vencer.

Uma metáfora para refletir:

Se você ficar preso na areia movediça, seu impulso imediato será lutar e lutar para sair. Mas não é isso que você deve fazer na areia movediça, porque conforme você coloca o peso sobre os pés, eles afundam mais. Quanto mais você luta, mais fundo você afunda e mais luta. Esta é uma situação sem saída. A areia movediça oferece apenas uma opção de sobrevivência: posicione-se horizontalmente com o peso do corpo espalhado por uma grande área de superfície. Embora deitar e ficar com a areia movediça vá contra os instintos humanos, é exatamente o que é necessário para a sobrevivência.


Anote suas opções de enfrentamento

Do jeito que preferir, planeje a maneira de você remontar o surto.

Ao menos as questões seguintes devem ser programadas:

  • Medicação prevista para um mês está estocada?
  • Superiores no trabalho autorizaram eventual ausência? Alguém pode dar continuidade ao serviço, nesse caso?
  • Local reservado onde descansar em paz? Em quais horários? Com que assistência?
  • Cuidados básicos que requerem movimentação prejudicada pelo surto estão garantidos com a ajuda de terceiros?
  • Serviços de saúde (ex.: médicos, fisioterapia, ambulatório, acupuntura, massagem etc.) estão garantidos?
  • Sabe-se o que fazer diante de sintomas secundários ou comorbidades associadas à doença, como depressão, ansiedade, cefaleia tensional, fadiga, perda de sono e síndrome do intestino irritável?

PREPARO MENTAL PARA ENFRENTAR O SURTO DE FIBROMIALGIA

Fale com o seu cérebro

Uma dor crônica, como é a dor da fibromialgia, é uma dor aprendida. Uma assinatura neural esculpida no cérebro por experiências anteriores, dicas contextuais e mensagens sensoriais. E pela repetição dessas informações, até gerar crenças desadaptativas como: “Eu nunca vou melhorar”, ou “A dor só alivia com remédios tarja preta”, ou “O que eu posso fazer? Eu não sou médico(a)”.

“Falar com o cérebro” significa apresentar a ele informações contraditórias, capazes de desmantelar crenças e pensamentos desadaptativos, também repetidamente. Isso pode ser feito via fala, pura e simples, ou através de exercícios (ex.: ioga) ou técnicas (ex.: mindfulness), do tipo mente-corpo. Os inputs, desde que saudáveis, positivos e repetidos, podem criar uma memória oposta àquela que fomenta a dor. Em suma, é possível reduzir os surtos de dor mudando a maneira como você pensa.

Pratique autossugestão positiva

Quando você é atormentado por dor, névoa cerebral, depressão, e exaustão, é perigosamente fácil jogar a toalha. Eis a razão pela qual os atletas competitivos se autoenergizam – psyching, em inglês – seja criando mentalmente imagens de vitória, ou proferindo gritos de guerra junto com o time. A derrota é uma possibilidade, claro, mas pensar nela é contraproducente, do ponto de vista emocional. Uma alternativa mais racional para não se deixar abater pelo surto é lembrar coisas concretas como que a fibromialgia não mata, os surtos são temporários, e que se você já superou outros embates na vida, certamente irá superar este.

Evite conversas internas negativas

O que dizemos a nós mesmos dentro de nossas cabeças pode afetar nossa percepção da dor. Um processo chamado ruminação – uma atividade que envolve pensamentos negativos repetitivos que não podem ser controlados – amplifica o estresse e muitas vezes resulta em métodos de enfrentamento negativos, depressão e aumento da ansiedade. Todos esses fatores contribuem para o agravamento dos sintomas da fibromialgia.

EviteInsista
NegativoPositivo
Não posso fazer nada por causa dos meus sintomas.Eu posso fazer muitas coisas. Eu só preciso me controlar e fazer pausas.
Não tenho controle sobre minha felicidade. A dor me controla.Eu posso controlar minha felicidade. Posso ser feliz e aproveitar a vida apesar da dor.
As pessoas no trabalho estão chateadas comigo. Eles não acham que estou fazendo minha parte.Farei o melhor trabalho que puder e me sentirei bem com minhas realizações.

PREPARE A ENTIDADE MENTE-CORPO

Construa distrações

A preocupação excessiva com o próximo surto de fibromialgia aumenta os níveis de estresse, o que piora o seu estado – dor, inclusive. Identifique atividades que o distraem de seus sintomas. Exemplos incluem hobbies, leitura leve, passeios com amigos…

Pratique relaxamento

Reserve um tempo para relaxar em sua programação diária. Adicione mais tempo de relaxamento nos dias em que os sintomas da fibromialgia pioram.

As técnicas de relaxamento incluem:

  • Exercícios de respiração profunda. Respire lenta e profundamente pelo nariz, contando até seis. Prenda o ar nos pulmões contando até um e depois expire lentamente pela boca contando até seis.
  • Relaxamento muscular progressivo. Contraia e relaxe as partes do corpo, uma de cada vez, começando pela cabeça ou pelos pés.
  • Meditação/mindfulness. Focar no momento presente, com calma e sem ansiedade, pode ajudar a aquietar a mente e relaxar os músculos.
  • Visualização. Faça uma viagem imaginária a um belo lugar. Use todos os seus sentidos para experimentar o local da forma mais completa possível. Sinta o calor do sol. Ouça os pássaros.

Oração, massagem ou ouvir a natureza ou outros sons suaves, também são opções.

Por fim, há evidências de que a ioga e o tai-chi ajudam a amenizar os sintomas da fibromialgia, a dor inclusive.

Tome um banho bem quente

Relaxar em água superaquecida pode aliviar temporariamente a dor. O calor, especialmente o calor úmido, pode aliviar a dor e a rigidez da fibromialgia, aumentando o fluxo sanguíneo para os locais onde você sente estar machucado.

Aprenda a dosar a sua energia

Às vezes, ajuda pensar na quantidade de energia que você tem como centavos em um cofrinho. Você precisa priorizar as tarefas para que seus centavos não acabem antes do fim do dia. Controle o seu ritmo e faça pausas frequentes para descansar. Essa mentalidade é crucial nos dias em que os sintomas aumentam.

Veja a sua agenda. Separe o que é necessário do que não é. Nos próximos dias, concentre sua energia no que é necessário. Priorizar suas tarefas pode ajudar a reduzir seus níveis de estresse. Pessoas que estão excessivamente estressadas costumam ter músculos tensos, o que tende a amplificar a dor da fibromialgia.

Cuidado com alimentos e bebidas

Alimentos saborosos ajudam o seu lado emocional, mas exacerbam seus sintomas. Suprima os que habitualmente causam algum desconforto. Um surto não é a ocasião para consumi-los.

Certifique-se de evitar álcool, refrigerantes, bebidas com cafeína, energéticos e bebidas adoçadas artificialmente: eles não hidratarão seu corpo adequadamente e podem aumentar a intensidade de um surto.

Beba água, muita água. Beber de oito a dez copos por dia manterá seu corpo bem hidratado e ajudará seus rins e fígado a livrar o corpo de toxinas. A hidratação adequada também alivia a fadiga e auxilia o corpo no processamento adequado dos medicamentos. 

PROCURE APOIO PARA A HORA DO SURTO DE FIBROMIALGIA

Prepare Instruções

Previna pessoas próximas em condições de ajudar no que for necessário em caso de surto. Esclareça o que espera delas e a importância da ajuda. Prepare uma lista de instruções, se for o caso (ex.: agenda telefônica, chaves do carro, operação da TV, pagamento de delivery, prescrições médicas etc.).

Fale com outros

Lidar com uma doença crônica pode isolar, levando à depressão, ansiedade e outros problemas. Apenas falar sobre como você está se sentindo com pessoas que entendem e se importam pode ajudar a diminuir a intensidade de uma crise de fibromialgia. Mesmo que não haja nada que um amigo possa fazer por você além de ouvir, isso irá diminuir a sua apreensão, e significa que alguém vai ficar de olho em como as coisas estão indo.

Fale sobre isso, mas não com qualquer um

Dificilmente quem não é portador de fibromialgia, irá entender o que significa um surto dessa doença. A ausência de ferida ou lesão aparente pode levar o leigo a concluir que você está exagerando. Pode ser, também, que a pessoa abordada seja menos amiga ou prestativa do que você pensava, e que evite ajudar, ou se disponha a fazê-lo sob protesto. Além de ficar desamparado(a), você pode acabar diante de um aspecto de sua realidade que preferiria não ter conhecido. No preâmbulo de um surto de dor isso funciona como uma antiterapia emocional, diminuindo ainda mais suas defesas anímicas (e físicas) para enfrentá-lo. Portanto, veja bem com quem fala.

CONTROVERSO

Tomar medicamentos para dormir regularmente costuma ter efeitos colaterais indesejados, mas ter algo à mão para aquelas noites insuportáveis de insônia por conta do surto é crucial porque muitas noites seguidas de insônia tendem a agravá-lo ainda mais.


Algumas das fontes consultadas: The Guardian | Everyday Health

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31 respostas

  1. Bom dia !!

    Tenho fibromialgia, descobri a pouco. Mas já sofro com isso há muitos anos. Esse site me ajudo a esclarecer minhas dúvidas e com isso posso esclarecer das pessoas que estão ao meu lado que tão pouco sabe sobre a fibromialgia, sinto que muitas pessoas acha que exagero na intensidade da dor , mas só que passa sabe . Tenho tomado as medições que a minha reumatologista passou , confesso que tem melhorado bem. Eu estou tentando me ajudar para não ter essas crises, me cuidando mais e dando importância para aquilo que realmente importa . Gostaria de receber mais informações sobre a fibromialgia.

    1. Patricia, agradeço por seu comentário e queira me desculpar pela demora em me manifestar. Fiquei comovido pela sua vontade em ajudar a si mesma e aprender sobre a sua condição de saúde. Infelizmente, isso não é comum, embora seja o principal para recuperar qualidade de vida e alívio dos sintomas de fibromialgia. Como vou me alongar um pouco, prefiro continuar escrevendo diretamente para você no seu e-mail. At, Julio

      1. Olá, pessoal.
        Descobri recentemente que tenho Fibromialgia. Tenho sofrido muito,
        Toda experiência será muito bem vinda. Obrigado

  2. Tenho 38 anos. Diagnosticada com fmg desde os 20. Negligência do ttmt pq sempre diziam que era uma questão de “força de vontade”. Quanto mais leio, mais tento construir estratégias. Estou num momento de crise, na verdade 5 meses. Sendo revirada e sem encontrar “causa clínica que justifique” os sintomas (dor, febre, exaustão, leucocitose…).
    O que acho mais triste em toda essa situação é que as alternativas de tratamento incluem algo que reforça esse discurso do “vai que vai dar certo”. Vivo uma vida de estresse, sendo profissional de saúde na pandemia, pais idosos e dependentes, filha única, mãe de dois, esposa, casa, doutorado, boletos vencendo. Como “evitar o estresse”, rir, se divertir, meditar se o mundo tá desabando na minha cabeça? (Sim, faço terapia há 12 anos e a cada vez vejo que a margem de alteração do cenário é cada vez menor).

      1. Bom dia, tenho 35 anos, e o diagnóstico de fibromialgia já há 6 anos. Estou em crise há 6 meses e não encontro solução. Comecei o veligia mas não está ajudando. Não durmo a meses, e qdo cochilo só tenho pesadelos. Sou cobrada por não cuidar dos meus afazeres por quem mais deveria me ajudar. Precisando tomar decisões importantes como largar ou não meu trabalho. Mudança de casa pela 7° vez em 6 anos, e perca de pessoas muito amadas durante a pandemia. Me sinto inútil, sem força de vontade e sem autodomínio, acabo comendo tudo errado. Não sei como lutar por mim mesma sozinha.

  3. Tenho fadiga crônica, e agora também hérnia de disco lombar e cifose. Já nem sei mas o que fazer.
    As dores amenizam mas não passa.
    Acredito que mistura tudo e não sei onde mais ter dor. Estou indo no neurocirurgiã , mas não estou vendo nenhum resultado.
    Preciso de uma orientação.
    Agora marquei consulta com ortopedista para fazer outra ressonância da coluna.
    Parece que isso não tem fim mais.
    Obrigada

    1. Helena, desculpe o atraso. Não tive tempo de responder antes. Sem mais informações, apenas duas opiniões (não recomendações): 1) a sua dor é crônica (mais de 3 meses), o que significa que dificilmente você vai se ver livre dela; 2) contudo, ela é tratável e se o tratamento for bom e seguido à risca, é possível ter qualidade de vida.
      Sim, está tudo combinado para resultar no que você sente. Porém, são condições de saúde distintas e convém comer o elefante por partes. O que dizer da fadiga crônica? Veja aqui o que eu tenho publicado sobre ela: https://www.dorcronica.blog.br/?s=fadiga+cr%C3%B4nica+/. Em suma, você foi diagnosticada por um médico(a), ou você acha que é portadora dessa condição? Um diagnóstico médico, feito por um profissional experiente nessa síndrome é essencial. Eis o ponto de partida, sem passar por ele, a corrida será apenas gasto de tempo, dinheiro e esperança.
      A hérnia de disco? Idem ao anterior, mas aqui o diagnóstico é mais acessível para ortopedistas, principalmente. O dilema é outro: o que uma hérnia de disco lombar significa? Qual o perigo que representa e qual o risco-benefício dos tratamentos oferecidos? Talvez você aprecie ver mais sobre o tema aqui: https://www.dorcronica.blog.br/quando-se-preocupar-com-dor-lombar-parte-2/ e https://www.dorcronica.blog.br/ebooks/a-minha-dor-nas-costas/.
      Lamento, o caminho da recuperação de um estado de saúde como o seu é longo, pouco depende de farmácias e médicos, e requer estudo e compromisso de parte do paciente. Um tratamento conservador (ex.: concentrado em remédios), aliás, é quase inútil no caso da dor crônica, apenas alivia a dor por um tempo. Depois tudo segue como dantes. O primeiro passo de uma recuperação é manter a mente serena, o que parece particularmente necessário no seu caso. A essa altura é natural se sentir desamparada e desorientada, mas isso só prejudica organizar uma estratégia de enfrentamento da condição. O segundo passo é achar um médico que saiba de dor crônica; são poucos. O tratamento da dor crônica exige várias ações, privilegiando as que cuidam mais da mente que do corpo. Poucos médicos ou pacientes compreendem ou sequer admitem cogitar isso. Leia mais sobre dor crônica no blog – digite “dor crônica” no mecanismo de busca – e talvez você consiga aprender o suficiente para sair do comum e desenhar o seu próprio tratamento.
      Espero que fique bem, Julio

  4. Gostei muito da matéria. Cheguei até ela em uma crise de dor procurando ajuda de como amenizar meu sofrimento. Tenho fibromialgia desde nova mas diagnosticada para tratamento tem 3 anos. Minha vida parece uma roda gigante, uma hora estou lá em cima, bem, feliz, fazendo planos e depois lá em baixo prostrada, com dor e vontade de jogar tudo para o ar. Desistir de lutar. Para falar verdade não sei lidar com esta doença. É muito difícil ter dores tão fortes que em alguns momentos você acha que não vai suportar.

  5. Tenho crise de fibromialgia desde 40 anos e dependendo o que acontece derrepende estou com tds dores possíveis e corro pra minha fisioterapeuta Dra Natália Ferreira e ela consegue aliviar minhas dores . Chego com o corpo travado de dor e saio andando bem como um passe de mágica. Gratidão

  6. Quais alimentos devemos comer tipo
    Pela
    Manhã
    Tarde
    Noite
    Essas crises passam ou dura a vida toda
    Tipo é possível viver bem
    Pelo menos um bom tempo
    Ou nunca.
    Oq fazer pra ficar bem
    Como evitar?
    É possível ter isso apenas uma vez,na vida
    E depois passar
    Tenho dúvidas
    É auto imune
    Ou
    Emocional..

    1. As respostas a todas suas perguntas (ou quase todas) podem ser encontradas usando o mecanismo de busca no site Fibrodor. Da mesma forma que você busca temas pelo Google. Clique na lupinha e registre a palavra-chave do tema que você quer pesquisar. Em suma: 1) não há uma dieta para a fibromialgia, exceto uma que for saudável (ex.: mediterrânea); 2) as crises passam, mas você precisa saber como agir para que passem mais rápido; e não, até agora não há cura conhecida para a fibromialgia, mas é possível recuperar qualidade de vida seguindo certos tratamentos em geral não medicamentosos. Informe-se antes de se desesperar.

  7. Olá, há muitos anos sofria com doença de pele e achava que era dermatite atópica, em 2021 fiquei indo em muitas dermatologistas, tomando antibióticos e cremes caríssimos e sem solução, até que fui encaminhada para o reumatologista que fez muitas RM e descobriu que eu tinha artrite psoriasica, iniciei tratamento com imunobiológicos em abril deste ano, e descobri tb a fibromialgia, faço uso do Prebictal e iniciando agora velija. Tem dia que não aguento por os pés no chão, sinto muitas dores, fico com os dedos estalando, tenho câimbras, dormências e as pessoas acham que eu estou com frescura. Não sei o que fazer, a planta do pé chega a queimar, tenho dores até deitada. Já falei com a médica que aumentou a dosagem do remédio, e disse que é da fibromialgia e não da artrite. Não sei mais o que fazer, na minha família somos 4 com esses problemas, eu, duas irmãs e minha mãe. Estou mandando essa mensagem em um momento de crise, andei um pouco ontem no feriado e agora estou pagando a conta.

    1. Katia, assumindo que os diagnósticos, de artrite psoriática e fibromialgia, estejam corretos, você já deve saber que são duas condições distintas. Vários sintomas são parecidos, mas a artrite é inflamação nas articulações, e a fibromialgia não é inflamatória. Ambas coincidem em carecer de exames de diagnóstico, porém. Então, é essencial que esses dois diagnósticos tenham sido acertados. Dito isso, também é essencial saber se você está seguindo os tratamentos recomendados. O tratamento da artrite psoriática é medicamentoso e mais ou menos oficial (https://www.google.com/search?q=infliximabe&oq=infliximab&aqs=chrome.0.0i433i512j69i57j0i512l8.3464j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8, https://ard.bmj.com/content/annrheumdis/68/9/1387.full.pdf), o tratamento da fibromialgia não. Enfim, eis o ponto de partida. Eu espero que você tenha bem definidas todas essas coisas.
      Dito isso, que a sua família têm sintomas parecidos pode ser indicativo de artrite psoriática, mas nem tanto, no caso da fibromialgia (https://www.healthline.com/health/is-psoriatic-arthritis-hereditary#whats-the-link, https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/fibromyalgia/expert-answers/is-fibromyalgia-hereditary/faq-20058091#:~:text=Fibromyalgia%20isn't%20passed%20directly,which%20no%20one%20has%20fibromyalgia).
      Pregabalina é usada tanto para tratar a artrite como a fibromialgia (nos EUA, ainda não na União Europeia). Velija é para a depressão. Apenas tome cuidado seguindo as prescrições médicas de ambas à risca.
      Finalmente, mexa-se. No limite da dor, mas não pare de se movimentar (caminhar etc.). Acredite se quiser, mas vira e mexe, a atividade física (desde que prudente) é a única terapia que desfruta de unanimidade entre os cientistas, quanto a ela aliviar os sintomas de algumas pessoas com fibromialgia.
      Lamento não poder dar a você a solução 100% que seguramente procura para suas dores e o sofrimento que essas dores causam. Mas ela não existe. Releia esse post sobre as dicas.
      Abs, Julio

  8. Oi. Esse post me ajudou muito de verdade. Tenho 26 anos e o primeiro diagnostico que tive de fibromialgia foi aos 17 anos. Naquela época foi bem difícil, eu passava em vários medicos com sintomas de dores e ninguém me dava um diagnostico certo sempre me empurravam para outro medico. Depois desse primeiro diagnostico pelo fato do medico ser clinico pessoas da minha família que tinham fibromialgia acharam que era exagero e que o medico tinha errado eu mesma comecei a pensar isso falava com meus medicos mas nenhum me encaminhava para um reumatologista.. sobrevivia aos surtos por remediod temporarios que alguns medicos passavam. Foi no final do ano passado que consegui encaminhamento para reomato e passei na consulta e depois de varios exames para descartar outras doenças recebi no começo desse ano o diagnostico de fibromialgia ainda pedi uma carta pra medica explicando o que eu tinha e agora sempre ando com essa carta. Estou fazendo tratamento com antidepressivos e estou aprendendo a lidar com isso. Obs escrevi minha historia aqui enquanto repouso pq estou no começo de um surto. Bjs obrigada

    1. Normalmente eu sugiro confirmar o diagnóstico, mas no seu caso parece que isso é desnecessário. Você demorou, mas achou o caminho certo para obtê-lo. Eis o ponto de partida agora. Mandei diretamente para seu e-mail apenas uma opinião baseada na minha própria experiência. Não uma recomendação médica. At, Julio

  9. Só tenho a agradecer pelo conteúdo que traz esclarecimentos e soluções práticas e realistas para quem sofre com as crises de fibromialgia. Diante do cenário catastrófico das crises, é de grande ajuda o autocuidado e a autopreservação abordadas no artigo.

    1. Muito grato pelo seu comentário. Navegue pelo site e seguramente encontrará mais informação construtiva e útil para quem tem ou pensa ter fibromialgia – e quer participar ativamente em recuperar qualidade de vida. Não é somente nos surtos que convém olhar. Abs, Julio

  10. Prezado Julio td bem

    Fiquei feliz em achar esse site, me chamo ROB e e eu tenho sentido dores em queimação nos braços e pernas, mão sempre ardendo como se tivesse passado em muro chapiscado, se eu fizer algum esforço fisico as dores nos braços e pernas aumentam muito, tudo começou ano passado no mes de outubro, detalhe logo apos eu e minha mãe tomarmos as 4 vacinas da covid e 3 da gripe, eu com 63 anos ela com 83 anos, ela tambem está com dores nas pernas e braços e pior teve sindrome de raynauld e perdeu a força na mao direita e nos pés, eu por enqto so essas dores em queimação, acrescento que em setembro tbem tomei vacina contra herpes zoster, o senhor acha que poderia ser efeito das vacinas que está acontecendo conosco? seria fibromialgia? fizemos exames reumatologicos e meu deu FAN 80 minha mãe idem mas os outros de lupus, esclerodermia, artrite, etc todos deram negativos. Aguardo seu retorno, desde já agradeço Fica com Deus

    1. Os sintomas mencionados não estão previstos como efeitos colaterais eventuais das vacinas, sejam relacionados à Covid-19 ou a Herpes Zoster. Esta última doença apresenta ardência, sensação de “muro chapiscado”, etc., porém, não a sua vacina. Dito isso, admitamos que as vacinas não são perfeitas na sua eficácia, nem apresentam os mesmos efeitos colaterais (quando for o caso). Exceções acontecem. Quanto à hipótese de ser fibromialgia, veja aqui se seus sintomas se ajustam aos esperados nesse caso = https://fibrosintomas.fibrodor.com.br/ – e tire suas próprias conclusões, mas não deixe de consultar depois um médico com experiência em tratar fibromialgia.

  11. Gostei muito do artigo sobre a Fibromialgia. Fui diagnosticada a 3 anos mas sofri muito até chegar ao diagnóstico correto. Tomo medicações , faço pilates e tenho crises cada vez mais fortes e duradouras. Vou para o PS tomar injetáveis, cujo efeito dura apenas umas horas e depois volta tudo igual. Sinto dores horriveis que são iniciais nas crises, são cabeça e após na mandíbula, descem pelo pescoço e colo, dai nas costas ombros e braços. Aí ja não mexo nada da cintura para cima. Então vem a dor na coluna até a lombar, no quadril e nas pernas e pés. Resumindo: Dói tudo!!!Mas aqui estou eu com uma dor enorme trabalhando…não aguento mais isso. Será que aprovaram o projeto de lei da Fibromialgia? daí poderemos ter aposentadoria como invalidez e outros benefícios. Estou cansada!

    1. Não, por enquanto o projeto continua parado na Câmara dos Deputados. Fica clara a sua dor generalizada, porém não é apenas ela que propicia um diagnóstico de fibromialgia. Confira seus sintomas nesses dois links FIBROCONSULTA (https://fibroconsulta.com.br/) e FIBROSINTOMAS (https://fibrosintomas.fibrodor.com.br/) e reveja um médico experiente em fibromialgia depois – se for o caso. E não pare com o Pilates.

  12. Olá,
    qual Lei institue fibromialgia como deficiencia oculta? Já foi aprovada? é considerada também para aposentadoria por invalidez? Dá direito a redução de horário de trabalho? e se dá, a remuneração também diminui? estou em crise fazem uns 3 meses…difícil, faço pilates e fisioterapia. Estou tentado fazer terapia mas aí entra a falta de tempo e a burocracia do plano. Faço acompanhamento com reumatologista.
    O que fazer? Muitos remédios para dor…se tomo durmo além do horário para trabalhar, se não tomo as dores são insuportáveis e não consigo trabalhar do mesmo jeito.

    1. Sobre a questão legal, veja https://www.fibrodor.com.br/lei-da-fibromialgia-no-chile-um-exemplo-ainda-distante-no-brasil/.
      Você não indica se foi mesmo diagnosticada com fibromialgia. O reumatologista já fez isso? Sem essa informação, é impossível opinar. Por fim, se a falta de tempo e a burocracia são suficientes para desmotivá-la a fazer terapia (pressupondo que ela tenha sido indicada pelo médico), isso sugere que você aceita conviver com seu desconforto.

  13. Olá esse artigo está fantástico, estou aprendendo muito a como lidar com esse problema e ter qualidade de vida. Fui diagnósticada com artrite reumatoide pelo reumatologista, porém mesmo com a doença fora de atividade segundo exames as dores no corpo inteiro persiste, a sensibilidade ao toque, ao frio, dificuldade de raciocínio, instabilidade emocional é grande. Faço tratamento da artrite porém meu médico reumatologidta parece negar a possibilidade de eu ter tbm a fibriomialgia. Tenho 45 anos e sofro com essas dores desde jovem. Quando estou em crise, não aguento receber um abraço, um aperto de mão ou um toque mais forte.
    Antes de ir ao reumato, uma médica falou da hipótese de eu ter a fibriomialgia então me encaminhou para o reumatologista mais como os exames de laboratórios indicaram a artrite reumatoide ele focou apenas nisso e esqueceu o motivo pelo qual a médica havia me encaminhado pra ele e assim tive algumas melhoras com o tratamento da artrite porém ainda sofro muito com dores pelo corpo inteiro. Fiz os testes aqui do site e todos indicaram fibriomialgia. Vou mudar de médico, que de atenção também para essa sindrome tão horrível. Porque o meu médico atual falou que eu estava exagerando, fiquei pior ainda com essa fala dele.

    1. Grato pelo seu comentário. A sua saga é clássica. Tanto pelo lado do aconselhamento médico (não compreendido ou aceito pelo paciente) recebido ao longo dela, como pela progressiva junção de aspectos fisiológicos e psicológicos, na medida que uma solução não é encontrada. Após fazer os testes, você tem argumentos para aventar a hipótese de ter fibromialgia, o que é meio caminho andado ANTES de consultar um médico. Contudo, a questão fundamental nesse estágio é consultar o médico adequado. Idealmente, um neurologista com experiência em tratar pacientes com fibromialgia diagnosticada. Há outras especialidades médicas opcionais, porém o mais importante é a experiência clínica do profissional e, certamente, o quanto ele ou ela está atualizado no manejo da doença. Como checar isso? Navegue pelo site https://www.fibrodor.com.br exaustivamente. Assim, você poderá formular questões durante a consulta que mostrem a familiaridade do profissional na matéria. Ok, esse conselho pode parecer estranho, ou contraintuitivo, uma vez que “pacientes ouvem e médicos falam”, eis a praxe na consulta típica. Porém, é a sua saúde, e não a saúde do médico que está em jogo. Toda precaução é pouca. Pense nisso.

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