A fibromialgia é a bola da vez na medicina que cuida de dores crônicas inexplicáveis – ou não específicas, ou como quiser chamar o que provoca sofrimento sem causa aparente. Dentre todos as doenças que apresentam essa característica, essa síndrome/doença crônica é hoje a mais prevalente, no Brasil e em muitos outros países. Esse post apresenta um ebook que destrincha o tema de cabo a rabo, feito para os já diagnosticados com fibromialgia e também para os que pensam vir a sê-lo.
“Se você conhece o inimigo e se conhece, não precisa temer os resultados de cem batalhas.”
Eis a primeira parte de um ebook sobre fibromialgia, que pode ser visto (unicamente) no blog a partir dessa semana.
Ao todo são 92 páginas ilustradas cobrindo a fibromialgia com os seguintes temas:
- O que é fibromialgia.
- Prevalência & Incidência.
- Uma doença feminina?
- O que fibromialgia não é.
- É tudo imaginação? Está tudo na cabeça?
- Causas e fatores de risco.
Essa é apenas a primeira parte, insisto. A Parte II é bastante maior (170 pgs) e cobre temas-chave como Sintomas, Diagnóstico, Tratamentos…
Antes de continuar, um alcance. Seguidores do blog devem estranhar a minha temerária fixação com o tema da fibromialgia. Não por eu estar perdendo o foco – a fibromialgia é mesmo uma modalidade de dor crônica, e dor crônica é uma das cinco áreas médicas em que o blog divulga artigos e posts. Mas pelo fato de essa doença ser atualmente um campo minado da medicina.
Quem por ali transita pode facilmente ser implodido por informações dúbias, desencontradas e, sobretudo, mutantes:
- um dia a fibromialgia vai deitar uma síndrome (reunião de vários sintomas) e no outro dia ela amanhece promovida a “doença crônica”,
- para uns ela pode ser tratada com drogas, para outros, nem pensar (além de 6 meses), e
- o consenso é o de que por cada 1 homem com a doença, há entre 8 e 9 mulheres sofrendo-a, mas a verdade é que a relação é muitíssimo mais ajustada (1 para 2), e por aí vai.
O pano de fundo de tudo isso, porém, é um só e nada alentador: hoje a fibromialgia não tem cura e, pelo visto, para muito(a)s ser diagnosticado com ela, ou suspeitar vir a sê-lo, equivale a receber a pena máxima – e sem ter cometido crime algum.
A pretensão do ebook é informar quem padece de fibromialgia, e não quem a trata clinicamente, embora sejam muitos os profissionais da saúde que precisam se informar a respeito. Mas essa é outra história, e como eu ia dizendo, o meu propósito com o ebook é levar informação aos leigos que padecem, ou que acham que padecem, com essa síndrome/doença – às vezes erradamente e por pura ignorância.
Por experiência própria, eu estou plenamente convicto de que saber da dor persistente que a gente sente funciona melhor que uma droga analgésica ou antidepressiva. Informar-se traz uma sensação de autocontrole, motiva a participar do próprio tratamento e, claro, não causa constipação, nem adição. Drogas tiram a dor temporariamente, mas são burras: não inspiram comportamento construtivo no paciente. E sem isso, ele não sai do buraco.
A diagramação do ebook facilita uma leitura ágil e proveitosa. A seguir uma amostra de duas das 92 páginas dessa Parte I:
Cada tema exposto possui fontes científicas. O apresentado no ebook é o que há de mais atual e melhor pesquisado sobre fibromialgia – ao menos até ontem porque a fila anda. Eu nada inventei. O meu trabalho não foi propriamente literário, ele consistiu em organizar – e tornar inteligível (em muitos casos) os aportes de duas centenas de pesquisadores – holandeses, australianos, americanos, brasileiros, iranianos, canadenses, alemães, britânicos, espanhóis, suecos… – que, solitariamente ou em grupo, têm hoje algo de valioso a dizer a quem sofre com fibromialgia.
O acesso à Parte I do ebook é gratuito. E a Parte II também. Basta clicar aqui, se cadastrar no blog e pronto.


Respostas de 2
Fantástica as publicações, didáticas e muito explicativas
Dor muita dor