Categoria: Dor Crônica

Dor crônica: como medi-la e quem ganha com isso? – Parte 2

Dor crônica: como medi-la e quem ganha com isso? – Parte 2

Na Parte 1, vimos por que a dor crônica não cabe bem numa simples nota de 0 a 10. Uma nota informa intensidade, mas não mostra sozinha quanto a dor interfere no sono, no trabalho, no movimento, nas relações, no humor ou na capacidade de participar da vida. Essa é a razão de medir severidade. A enquete SEVERIDADE usa a GCPS-R, uma escala breve que classifica a dor crônica em três faixas – leve, incômoda ou de alto impacto – a partir de perguntas sobre frequência, intensidade e interferência. A proposta não é diagnosticar a causa da dor, escolher remédios ou substituir uma consulta. A proposta é produzir uma informação mais clara sobre o tamanho do problema vivido pela pessoa.

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Dor crônica: como medi-la e quem ganha com isso? – Parte 1

Dor crônica: como medi-la e quem ganha com isso? – Parte 1

Quem vive com dor crônica conhece bem a rotina. Na consulta, o profissional de saúde olha para o prontuário e faz a pergunta clássica: “De zero a dez, quanto está a dor agora?” O paciente hesita por um instante, escolhe um número e a consulta prossegue. Embora essa escala numérica seja útil para dores agudas (como uma fratura ou pós-operatório), ela frequentemente falha em capturar a real complexidade da dor crônica. Afinal, a dor que persiste por meses não se restringe a um número no corpo; ela se infiltra na qualidade do sono, na capacidade de caminhar, nas relações sociais e no bem-estar mental.

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Como a ciência mede a severidade da dor crônica

Como a ciência mede a severidade da dor crônica

Como não existe um aparelho capaz de medir diretamente a dor de outra pessoa, os profissionais usam instrumentos baseados no relato do paciente. São conjuntos de perguntas testados para transformar uma experiência pessoal em informações que possam ser comparadas e acompanhadas. Esses instrumentos não “provam” que alguém tem dor. Eles ajudam a descrevê-la de forma mais completa e uniforme.

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Dor crônica não cabe numa nota de 0 a 10

Dor crônica não cabe numa nota de 0 a 10

Quem convive com dor crônica conhece a pergunta: “De zero a dez, quanto está doendo?” A pessoa escolhe um número, mas quase sempre sente que ficou muito por dizer. A nota pode ajudar. Ela informa se, naquele momento, a dor parece fraca, moderada ou muito forte. O problema começa quando esse número é tratado como se fosse a medida completa da situação.

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O papel controverso do exercício no alívio da fibromialgia

O papel controverso do exercício no alívio da fibromialgia

Desde sempre, neste blog, nos esforçamos por apresentar os dois lados das inúmeras afirmações relacionadas aos aspectos da dor crônica que têm, bem, dois ou até mais lados. “A medicina é uma ciência da incerteza e uma arte da probabilidade”, disse Sir William Osler, considerado o Pai da Medicina Moderna e inventor do sistema de residência médica. O artigo a seguir, publicado pela American Fibromyalgia Syndrome Association desafia um lugar comum na literatura da fibromialgia: que o exercício seria benéfico para ela.

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Diagnosticado com fibromialgia? Não assuste. Informe-se aqui.

Diagnosticado com fibromialgia? Não assuste. Informe-se aqui.

Se você acaba de receber o diagnóstico de fibromialgia ou está começando a desbravar os sintomas agora, este guia oferece uma visão rápida, mas profundamente fundamentada na ciência, para que você não se perca em palpites. Cada resposta é um porto seguro baseado em diretrizes internacionais e nas descobertas mais recentes de 2025 e 2026.

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Afinal, você tem fibromialgia ou artrite reumatoide?

Afinal, você tem fibromialgia ou artrite reumatoide?

Ao diagnosticar fibromialgia, é possível confundi-la com artrite reumatoide, uma vez que ambas as doenças são crônicas e causam dor e cansaço extremos. No entanto, são doenças diferentes e embora costumem coexistir, elas não estão relacionadas. A artrite reumatoide causa danos visíveis nas articulações. Fibromialgia não. A artrite reumatoide (AR) também piora progressivamente, causando inchaço e, às vezes, deformidades. A dor da fibromialgia é mais generalizada, enquanto a artrite reumatoide se concentra inicialmente nas mãos, punhos, joelhos e planta dos pés. A AR e a fibromialgia também progridem de maneira muito diferente. A fibromialgia geralmente causa dor constante que pode piorar com falta de sono e estresse. Por outro lado, a AR pode agravar-se e piorar progressivamente sem tratamento. Abaixo, veremos mais de perto as diferenças entre AR e fibromialgia, incluindo como os sintomas de cada condição diferem e como são diagnosticados e tratados.

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A nova lei da dor crônica: sonhar custa nada

A nova lei da dor crônica: sonhar custa nada

O Senado aprovou, na terça-feira (12/05/26), o Projeto de Lei 336/2024, que – entre outras coisas – estabelece diretrizes básicas para o atendimento de pessoas com dor crônica no SUS. Agora, a proposta segue para sanção presidencial. Toda nova lei no Brasil pode inspirar pensamentos que vão do “Que bom”! ao “Será que vai pegar? A lei da dor crônica não é diferente.

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Fibromialgia no homem: isso existe?

Fibromialgia no homem: isso existe?

Na literatura há muita confusão a respeito da fibromialgia, exceto uma unanimidade: essa doença seria tipicamente “feminina”. A postagem seguinte, no entanto, desmente essa certeza: a fibromialgia afeta uma significativa proporção de homens, apenas isso fica de fora das estatísticas. Aqui eu tenciono examinar esse mistério.

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Fibromialgia: os quatro estágios

Fibromialgia: os quatro estágios

Imagine que o seu corpo tem um botão de volume para a dor. Na maioria das pessoas, esse botão está calibrado. Mas, para quem convive com a fibromialgia, parece que alguém girou o botão até ao máximo e ele acabou por travar ali. Mais do que uma simples dor, a fibromialgia é uma jornada complexa, oscilante e, muitas vezes, invisível. Embora a ciência ainda debata se existem “estágios” fixos, entender a progressão desta condição é como olhar para o clima: ele muda, flutua, mas segue certos padrões.

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Manchetes versus realidade: a comunicação sobre a fibromialgia

Manchetes versus realidade: a comunicação sobre a fibromialgia

Para quem convive com a fibromialgia, o ato de ler o noticiário é frequentemente uma busca por validação e alívio. Até hoje, os pacientes dependem de uma espécie de “empréstimo farmacológico”: utilizam-se a pregabalina (um anticonvulsivante), a duloxetina (um antidepressivo) ou o milnaciprano. Embora essas drogas sejam pilares do tratamento atual, elas possuem limitações severas. Não foram criadas especialmente para a fibromialgia e trazem consigo efeitos colaterais que, para a população acima de 50 anos, podem ser tão desafiadores quanto a própria doença: ganho de peso, edema, sonolência excessiva e a temida “névoa mental” (fibrofog), que aumenta drasticamente o risco de quedas. É neste cenário de sede por soluções que a mídia, ao se apressar em noticiar “curas”, pode acabar gerando um dano emocional profundo.

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