Quando não reconhecida, a fibromialgia pode ser confundida com outras doenças crônicas, e prejudicar o controle da doença primária, se for o caso, ou da própria fibromialgia. Embora a fibromialgia seja uma condição pouco entendida pelos médicos (especialmente no atendimento primário) e que coexiste com muitas condições, estes devem reconhecer a sua comorbidade, e tratar de seus sintomas especificamente. Esse post apresenta dados de pesquisa que evidenciam essa possibilidade.
“Existem quase sessenta e seis quilômetros de nervos no corpo humano, e a dor da fibromialgia consegue estar em cada centímetro deles.”
O testemunho mais contundente (e recente) de que a fibromialgia é uma condição médica “ultra-comórbida” é um estudo de pesquisadores da Mayo Clinic.
Foram revisados os prontuários médicos de 1.111 pacientes diagnosticados com fibromialgia.
A principal descoberta do estudo sobre fibromialgia
Esses pacientes eram propensos a ter uma ou mais comorbidades e usar vários medicamentos.
Dor articular crônica / artrite degenerativa foi a comorbidade mais comum em 88,7% dos pacientes, seguida por enxaqueca ou cefaleia crônica em 62,4% dos pacientes. Hiperlipidemia1Hiperlipidemia é uma doença em que há altos níveis de partículas de gordura (lipídeos) no sangue. foi observada em 51,3% dos pacientes, obesidade em 48%, hipertensão em 46,2% e diabetes tipo 2 em 17,9% dos pacientes, resultando em 50,5% de todos os pacientes que preencheram os critérios para síndrome metabólica.
Outras condições físicas observadas foram síndrome do intestino irritável (32,5%), fascite plantar (24,8%), disfunção da articulação temporomandibular (17,4%) e dor pélvica crônica (15,3%).
Distúrbios de saúde mental e condições de sono também foram comuns, de acordo com os pesquisadores. A depressão estava presente em 75,1% dos pacientes e a ansiedade em 56,5% dos pacientes com fibromialgia, 50,6% com insônia e 20,3% com síndrome das pernas irrequietas.
Pacientes com fibromialgia também apresentavam aumento da incidência de aterosclerose2[Internet] prohealth.com. Acesse o link e sinais de inflamação crônica (disfunção mitocondrial e aumento dos níveis de estresse oxidativo).3[Internet] pubmed.ncbi.nlm.nih.gov. Acesse o link
Os múltiplos sintomas da síndrome da fadiga crônica e da fibromialgia se assemelhavam fortemente aos de pacientes que sofrem de síndrome autoimune / inflamatória. Também é sugerido que a inflamação crônica pode estar associada à síndrome da fadiga crônica e a fibromialgia.4[Internet] researchgate.net. Acesse o link De fato, há evidências de que ter uma síndrome de sensibilização central coloca o paciente em maior risco de desenvolver outra síndrome. Saiba mais sobre seus sintomas sobrepostos, efeitos no cérebro e gerenciamento.
Por fim, 40% dos pacientes com fibromialgia estavam tomando 3 ou mais medicamentos com melhora mínima; 33% estavam tomando medicamentos comumente prescritos para dormir sem melhora significativa no sono; 28,7% dos pacientes faziam uso de inibidores seletivos da serotonina com melhora mínima e opioides em 22,4% dos pacientes.5[Internet] pubmed.ncbi.nlm.nih.gov. Acesse o link
Conclusão do Blog:
A superposição da fibromialgia com outras síndromes de sensibilização central é evidente, do ponto de vista científico. O reconhecimento disso pelos médicos melhoraria a qualidade e tempo de demora do diagnóstico da doença e reduziria seus custos, tanto para o paciente como para o sistema de saúde. Mais importante, facilitaria um tratamento farmacológico mais preciso e, também mais centrado em programas não farmacológicos desenhados e conduzidos sob orientação multidisciplinar.


Respostas de 2
Boa tarde! Meu nome é Simone eu sou portadora do lupus e da fibromialgia,sofro com insônia, cefaléia do sino, enxaqueca,muitas dores em todas as partes do corpo, eu não tenho ânimo pra nada muito cansasso físico mesmo com os medicamentos, tomo o reuquinol pro lúpus,metroxtrato artrite reumatóide, vitamina D,uso TB o amitriptilina, pra fibromialgia,e insônia, tomo o zeoldem pra dormir.o ácido fólico TB .só que não vejo muitas melhoras . não sei o que fazer mais não tenho vontade de nada tô tendo esquecimentos, pensamentos negativos
Simone, desculpe a demora em responder sobre seu comentário. Minha resposta é um pouco longa, então, vou enviar para seu e-mail. Julio