Sobre a sua dor. Uma opinião.
Todo dia o blog recebe mensagens de pessoas acometidas de alguma dor, sem saber o que fazer. Ou a que aspirar. A maioria, eu suspeito, intui que se a dor for antiga, dificilmente haverá solução para ela. Desejam, sim, expor a sua situação e ser ouvidos. Por isso, eu sempre dou retorno. E é um inferno porque eu apenas posso opinar, e uma opinião é bem menos interessante que uma prescrição de Tylenol ou Prozac. No intuito de oferecer alguma orientação doméstica – e absolutamente nada médica, esclareço – tracei algumas mal traçadas baseado na minha própria experiência enquanto paciente crônico. O relatado em alguma medida me permitiu controlar a dor, que não era maligna (isso também conta). Não apresento isso como fórmula a seguir, e sim, como prova de que em geral: 1) uma dor crônica (desde que não maligna, ou pós-operatória), pode ser aliviada e controlada por qualquer bípede sem formação na área da saúde; 2) sempre que enfrentada ativamente (você assume o seu tratamento e os profissionais da saúde ajudam, não comandam) e com base num plano multimodal (integrando todas as correções a fazer na maneira de viver).

