
Manchetes versus realidade: a comunicação sobre a fibromialgia
Para quem convive com a fibromialgia, o ato de ler o noticiário é frequentemente uma busca por validação e alívio. Até hoje, os pacientes dependem de uma espécie de “empréstimo farmacológico”: utilizam-se a pregabalina (um anticonvulsivante), a duloxetina (um antidepressivo) ou o milnaciprano. Embora essas drogas sejam pilares do tratamento atual, elas possuem limitações severas. Não foram criadas especialmente para a fibromialgia e trazem consigo efeitos colaterais que, para a população acima de 50 anos, podem ser tão desafiadores quanto a própria doença: ganho de peso, edema, sonolência excessiva e a temida “névoa mental” (fibrofog), que aumenta drasticamente o risco de quedas. É neste cenário de sede por soluções que a mídia, ao se apressar em noticiar “curas”, pode acabar gerando um dano emocional profundo.


