
Dor crônica: como medi-la e quem ganha com isso? – Parte 1
Quem vive com dor crônica conhece bem a rotina. Na consulta, o profissional de saúde olha para o prontuário e faz a pergunta clássica: “De zero a dez, quanto está a dor agora?” O paciente hesita por um instante, escolhe um número e a consulta prossegue. Embora essa escala numérica seja útil para dores agudas (como uma fratura ou pós-operatório), ela frequentemente falha em capturar a real complexidade da dor crônica. Afinal, a dor que persiste por meses não se restringe a um número no corpo; ela se infiltra na qualidade do sono, na capacidade de caminhar, nas relações sociais e no bem-estar mental.

